Escritos de alguem que se cansou de muita coisa


Cenas de RPG que não são apagadas nunca
27 Outubro,2008, 3:05 pm
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Existem cenas de rpg que nunca vão se apagar da memória, cenas que marcam a sua vida como jogador e como mestre. Essas cenas são símbolos do que se deve e não se deve fazer. Vou escrever as que vierem a minha mente e a cena de ontem, algumas cenas são trágicas, toscas, off’s, onff’s…

1º(199x)- Meu mago ferido acorda todo ferido no meio da floresta do lado do ladrão do grupo, também todo ferido. O resto do grupo saiu e deixou os dois lá. Meu mago pega a adaga e va procurar algo pra comer, uma raposa aparece e mata ele…

2º(199x)- Meu guerreiro elfo acompanhado de um kender ouvem uma balbúrdia em uma casa na cidade e vão lá verificar. Ao chegarem se deparam com Minha Presa, um ogro cruel. Ele está com uma espada bastarda ameaçando um halfling (personagem jogador), ele exige uma rota de fuga livre para deixar o halfling vivo e assim que a consegue degola o halfling e foge. Do grupo de 4 jogadores, apenas 2 vão atrás de Minha Presa, meu elfo e Shakespeare- o Brutal (Personagem de Xande, claro!). Shakepeare tem de retornar por algum motivo e apenas meu elfo e alguns soldados da guarda cercam Minha Presa em um precipício, Minha Presa assobia e se ouvem sons de lobos, os guardas fogem focando apenas o elfo, que saca a espada e parte para cima do monstro. Infelizmente o mestre não quer perder o tão querido monstro e permite que Minha Presa tenha Poções de cura completa (coisa que nunca tivemos, na verdade nunca tivemos muita coisa nesses jogos), meu personagem tira todos os pontos de vida de Minha Presa 2 vezes, Minha Presa cai no precipício e como última ação pega na perna de meu personagem para leva-lo junto.

Depois de muita xiada dos jogadores o mestre permite que meu personagem viva mais um tempo (afinal ele matou-o assim que sai da cidade com ladrões, queimam o corpo dele e não levam nenhum dos seus equipamentos) A cena fica gravada na memória de todos os jogadores (menos na do mestre), entretanto eu nunca me lembrei do nome do guerreiro elfo.

3º(199x)- Mestrando Lobisomem, os jogadores enfrentam o primeiro vampiro do jogo, ele não dura 5 rodadas, mesmo sem se transfomarem em Crinos os jogadores pegam suas armas e fuzilam, atropelam, quebram os braços e as pernas, jogam combustível e depois queimam o vampiro.

Nunca mais eles enfrentaram vampiros solitários e nunca mais permiti que jogadores tivessem muitos equipamentos.

4º(199x)- Lobisomem. Os jogadores saem da umbra relativamente perto de um clube noturno (Masquerade?) e sentem a Wyrm lá, desarmados, um deles (Xande), pega um paralelepípedo e bota no casaco, que é um fetiche que esconde os objetos dos bolsos. Eles entram no clube, dois jogadores ficam nas saídas, próximos aos seguranças que possuem armas e Xande vai procurar um servo da Wyrm, ele acha uma vampira, da mole pra ela, começam a conversar, ele a encosta na pilastra e deixa o braço esquerdo apoiado, gasta trilhões de ponto de fúria, puxa o paralelepípedo, transforma o Braço em Crinos e empurra a pedra contra a cabeça da vampira, ao mesmo tempo os outros jogadores pegam as armas dos seguranças e começam uma matança. Apenas os Lobisomens saem do clube.

5º(200x)- AD&D. Na campanha que eu mestrava o Esqueleto Gigante joga uma bola de fogo no anão guerreiro, o anão sai vivo, todo chamuscado e diz: agora é minha vez. O mesmo anão perto do final da campanha é arremessado para cima por um T-Rex e depois é mastigado e engolido. O T-Rex é morto e o anão ele é retirado com vida do estômago do bicho.

Não queria que essa campanha tivesse acabado, na verdade, não queria que o grupo tivesse sido desfeito, ainda guardo as fichas.

6º(200x)- D&D 3.0. Na nova campanha que eu estava mestrando o halfling escala até o teto do interrior da pirâmide, chegando lá ele falha no teste e cai, o bárbaro do grupo vai tentar segura-lo… o bárbaro tem os 2 braços quebrados, e o halfling fica com algumas costelas quebradas. Na mesma campanha outro halfling lanceiro é atacado por um “Macaco Gigante” e é partido em pedaços por ele.

7º(200x)- D&D 3.0. O grupo consegue entrar na fortaleza dos demônios e depois de enfrentar dois deles, entram em uma sala onde mais um está sentado em um trono. Meu ranger-guerreiro parte para cima dele dizendo que aquele era só dele. O demônio lança uma chuva de meteoros no ranger-guerreiro, lança uma outra magia no ranger-guerreiro e ai o meu personagem cola no demônio, fazendo ataque total com suas Espada Vorpal e +5 Martelo de Batalha do Trovão Sagrado. Depois do último ataque (que foi crítico com a vorpal), o demônio morre (ele morreria tanto pelo crítico da Vorpal quanto pelo cálculo do dano)

8º(200x)- D&D 3.0- Oriental Adventures. Meu bárbaro-clérigo do deus da Força ao ver que o velhinho da vila é um Grande dragão ancião grita: Kord, me transforme num velho seco e fraco!

9º(200x)- D&D 3.0. O Meio-orc bárbaro do grupo fala para o inimigo: gostei tanto de você que vou fazê-lo em dois.

10º(2008)- D&D 3.5. Assim que chegamos na casa para jogar, ao abrir a janela percebemos que tem uma mulher batendo o boquete pra um cara em uma pousada do outro lado da rua. Todos foram pegos de surpresa e não tivemos a reação de zuar o cara. Todas as ações do jogo sempre faziam referência ao boquete.

Todo esse post foi apenas para relatar o dia de ontem. Sintam-se gratificados (mas o cara foi mais pq a mulher tava batendo o boquete pra ele pra ticamente no meio da rua)



Não basta ter medo, tem que participar
25 Agosto,2008, 7:47 pm
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Comecei a ler Mundo das Trevas, percebi um medo a muito tempo esquecido na minha mente, o vento frio da tarde me levou a me cobrir enquanto lia os contos iniciais. O vento foi ficando cada vez mais frio, dei uma pausa no livro e calcei meias, quando Mr. Mummer abriu a porta de sua casa para Mrs. A. e ela sentiu o frio, eu também o senti, não aquele frio se Mummer disse que era para manter os arquivos, era o frio do medo. Me cubro o máximo possível e passo a página, de repente ouço uma vassoura varrendo o banheiro, paro e respiro, ouço o coração bater e sinto o ar dos pulmões, meus sentidos estão ao máximo, estou alerta em minha própria casa, em meu próprio quarto. O conto acaba, fecho o livro e caminho para fechar a janela pensando: o conto não é muito claro sobre o que aconteceu, são apenas relatos fragmentados de uma investigação que só ajudam a criar clima, mas não ajuda a criar um cenário de campanha. Quando chego na janela percebo: há semanas que tem gente trabalhando para capinar aquela clareira mas ainda não acabaram, por que não estão trabalhando lá hoje? E por que não estão terminando a laje daquela casa? E por que eu não estou ouvindo os meninos brincando? Por que o telefone não tocou a tarde toda?

Me deixaram ler o conto sem interrupções…

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Ta tosco, mas foi realmente um pouco do que eu passei hoje.



Meu retorno ao Brasil Ragnarok Online
2 Maio,2007, 7:19 pm
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Bem, voltei a jogarno bRO. Tem mais de uma semana isso, mas só hoje que eu tomei tempo para escrever no blog(mais de 3 posts em um dia, esse é o segundo).

Voltei mais porque meus amigos do jogo me chamaram, todo mundo estava desunido, um cenário que começou a aparecer pq eu tinha deixado o clan e eles migraram para outro, uma dezenas de problemas nesse novo clan fez com que eles se separassem e outros parassem de jogar… é estranho como a amizade interfere nos jogos online. Foi justamente a amizade que me fezx voltar, juntar meus amigos de novo, mesmo que eu não esteja jogando tanto assim, já me sinto feliz por ter unido meus amigos…



Nova campanha
27 Março,2007, 6:09 pm
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Estou começando uma nova campanah de RPG, em um mundo novo próprio, cheio de particularidades. Ai vai mais ou menos o que eu já pensei dele:

A criação do mundo
Não existe uma certeza de como o mundo foi criado. Os elfos das Ilhas, que acreditam serem a raça mais velha do mundo não tinham uma teoria sobre seres cósmicos mais poderosos do que eles, eles veneravam seu próprio poder e a sua capacidade de conviver com a natureza, entretanto catástrofes cimáticas inundaram, soterraram ou simplesmente desapareceram. Quando as catástrofes cessaram, eles foram em busca de recuperar o que restou, perceberam q apareceram sobre suas antigas terras já remodeladas outras 2 raças, a humana e uma outra extremamente parecida com eles, exceto por aperfeiçoamento climáticos. Desdenhando da capacidade humana, os elfos das Ilhas ignoram sua existência e se concentram apenas em reorganizar sua sociedade. Onde antes existia um continente, passou a ser um mar, algumas ilhas e um outro pedaço de terra consíderável. Assim que os elfos reorganizaram sua civilização e iam começar sua expansão, encontraram na raça humana um povo extremamente bélico e que já tinha dominado a navegação. Sua alternativa foi pedir a paz, senão seriam dizimados em suas ilhas, e esconder de todos o outro continente que tinham re-descoberto.
O povo de Am Mut acredita que Rá, o Sol, teve seus filhos e seus filhos fizeram o mundo a partir de seus poderes elementais. Entretanto uma outra religião humana acredita que uma batalha entre Marduk contra Tiamat tenha feito o mundo como é conhecido hoje. Marduk e Tiamat teriam travado uma batalha tão longínqua que antecederia a existência do universo. O primeiro golpe travado por eles teria gerado uma fagulha, o Sol, os outros golpes seriam as estrelas. Quando Marduk desferiu um golpe certeiro em Tiamat, este caiu em um planeta. Tiamat se escondeu nele para se recuperar dos ferimentos e Marduk ficou no Sol a espera dele, enviando sua montaria Bahamut para o planeta vigia-lo.

Raças

Elfos: 2 tipos.
Elfos do Deserto.
Descrição.
Os elfos do deserto são uma raça acostumada com a vida nômade. Usam de camelos, cavalos ou qualquer tipo de animal resistente. Seu corpo é acostumado com o rigor do deserto e sua cultura transmite os perigos das areias.
Características racias.
Iguais ao do LDJ exceto as modificações abaixo:
-2 em for +2 em des
Proeficiencia em armas: arco curto(incluindo composto) e espada curta
+2 em treinar animais e cavalgar. Elfos do deserto vivem grande parte de suas vidas montados e trabalhando com animais
Resistência ao calor: +4 bônus racial em testes de resistência de fortitude para resistir ao clima quente
(Su)Elfos do desertopodem andar livremente sobre a areia sem redutor de deslocamento como se estivessem sobre efeito da magia liberdade de movimento.
Classe favorecida: Druida
Ajuste racial +1.

Elfos das Ilhas.
Descrição.
Uma raça que talvez já foi a mais poderosa hoje repousa sobre o q restou de seu império inundado. O que sobrou de sua cultura agora serve apenas para sobreviver ante aos problemas naturais e o avanço humano sobre suas terras não inundadas. Eles tem conhecimento profundo, mais avançado que qualquer povo q tenha fronteiras com ele.
Características racias.
Iguais ao do LDJ exceto as modificações abaixo:
Proeficiencia em armas: arco curto(incluindo composto), espada curta.
Bônus de conhecimento: se um elfo das ilhas tiver 5 graduações ou mais em uma perícia de conhecimento, ele ganha +2 de bônus em qualquer outro teste de conhecimento q ele possa fazer. esse bônus se eleva para +3 com 10 graduações e +4 com 15 graduações. Grande parte do conhecimento antigo é passado para toda a raça desde pequenos, tanto de forma falada quanto escrita. Os elfos das ilhas acreditam que mantêm sua união através da difusão de sua cultura.
Sem teste automático de detecção de portas secretas.

Anões e gnomos
Descrição:
Violentos, existencialistas e praticamente invencíveis, assim são os gnomos e os anões. Ao leste do continente, situa-se a Cordilheira Invencível, uma região tenebrosa, repleta de montanhas cobertas por densas florestas, cujo céu era sempre cinzento e governado por deuses obscuros. No mais alto de todos os montes achava-se Uruk, a severa divindade que controlava os destinos e decretava as mortes. Apesar de ser o deus mais cultuado da região, existem outros, como Lirir, a deusa do conhecimento e seu filho Reis Mão-de-Martelo, o deus dos ofícios e da metalurgia, a deusa guerreira Valkye e Tiamat, o deus Dragão da traição, da corrupção e da destruição.
Na concepção anã, não existe esperança nem no presente, nem no futuro, pois eles tem plena convicção de que eles lutam e sofrem em vão, encontrando prazer somente na loucura da batalha. Morrendo, suas almas penetram em um reino escuro, frio e enevoado, onde vagam por toda a eternidade. Os gnomos pensavam diferente. Apenas com a glória(nas batalhas presentes e passadas) eles teriam um lugar de descanço após a vida. Os gnomos preservam seu passado e fazem construções de pedra em homenagem aos mortos e teatros para contar estórias da glória de Lirir e seu exército gnomo que empurrou Tiamat para dentro das cavernas. Enquanto os anões ainda eram primitivos e lutavam com paus e pedras, os gnomos já conheciam a cultura e o ferro, foram os gnomos que ensinaram aos anões o ofício da metarlurgia e a construções de cidades e exércitos. A partir do aprendizado dado pelos gnomos, os anões se tornaram um exército organizado e dividem com os gnomos a função de vigiar as cavernas para que Tiamat não saia delas e não destrua o mundo, embora eles mesmos não acreditem que a destruição do mundo seja algo tão ruim.

Ainda falta muita, coisa, mas a mente ainda ta produzindo…

Esqueci de dizer minhas referências: plagiei um texto de meu vizinho Ernesto, mas como é pra uso próprio e completamente diferente do contexto ele não vai ligar XD. Usei tb o Divindades e Semideuses, Dark Sun, Unearthed Arcana, todos da TSR. A Wikipedia foi base para eu desenvolver a dinvidade Marduk (q existiu tb), assim como o Tiamat que eu imagino (dieferente do Divindades e Semideuses)



1 Março,2007, 10:30 am
Arquivado em: RPG

Vontade de escrever, só não sei o q. Vamos lá, assuntos inúteis: sai do Bro(Brasil Ragnarok Online) . Motivo: ROP’S (uma forma de negociação de itens q a empresa está tentando implementar. Vc compra com reais ROP’S e com ROP’S vc tem acesso a alguns itens exclusivos). Achei essa estória de rop’s uma tremenda palhaçada. Eu já tenho de pagar pra jogar, vou ter de pagar pra ter acesso a itens tb? Brutal segregação. Resolvi parar de jogar bro, mas não Ragnarok, estou agora em um servidor privado. É divertido jogar rag, pelo menos ainda é pra mim. Vários mapas, monstros e táticas aidna não desenvolvodas pra explorar, ainda posso me divertir muito com o jogo.

Fico por aqui. Em breve coloco Screenshots