Escritos de alguem que se cansou de muita coisa


Como a Veja me ensina economia
22 Setembro,2008, 10:34 am
Arquivado em: Opinião

Passar o tempo lendo a Veja sempre foi divertido para mim, na verdade era um exercício ao cérebro. Essa semana virou minha dor de cabeça…

Lá estava eu lendo a revista do fim para o início (sempre li a Veja assim, não me pergunte pq) e vejo um comentário de Maílson da Nóbrega afirmando que o apoio do governo americano para a crise econômica que nasceu a pouco tempo foi uma atitude neoliberal. Infartei! Se isso aconteceu comigo imaginem o que aconteceu com Walter Lippmann, um dos teóricos desenvolvedores do neo-liberalismo dos anos 30, sua alma deve ter sido consumida pelo vácuo.

Durante todo o meu curso de economia aprendi que o neo-liberalismo não se apoiava no apoio de entidades do governo e sim nas outras instituições, que tinham liberdade e autonomia.

Não vou ficar insistindo que o apoio do governo americano não é neo-liberal, está na cara isso. Ele ta variando das idéias, que nem Bresser Pereira, que afirmou também que o neo-liberalismo acabou, neo-liberalismo nunca existiu, é um pensamento utópico, que nem o comunismo.



Como não ler Kafka
8 Setembro,2008, 11:29 am
Arquivado em: Pessoal

Dia 7 de setembro, jogo do Brasil. Todo mundo vendo o jogo e eu lendo A Metamorfose. Não sei pq um dia me deu vontade de ler Kafka, peguei o livro e comecei a ler, faltavam 3 páginas e começou o jogo. Fui para um quarto em que eu pudesse ler tranquilamente.

O livro, para mim, fala do relacionamento familiar burguês. Futebol na Globo é burguês? Galvão Bueno com certeza é burguês, mas o que ele faz é coisa de burguês? Não importa, o que importa é que o escaravelho tem uma maçã enfiada nas costas, a família toda está trabalhando e os inqulinos estão jantando, a irmã começa a tocar o violino e o Chile tem seu primeiro chute a gol. O jogo começa a ficar bom e toda essa minha concentração para adquirir mais conhecimento começa a falhar. Brasil 3×0 Kafka.

Depois do jogo eu termino o livro, mas não me sinto satisfeito, poderia ter sido 5×0.



Ainda bem que sei ler
3 Setembro,2008, 8:34 am
Arquivado em: Pessoal

Hoje eu tive a confirmação que eu nunca quis ter.

Aos grandes é fadado a traição, o sofrimento nas mãos dos dissimulados, a tentativa de fracasso. Nada melhor para o vil destruir a moral do grande, respeito, honra, valor. Nada é melhor para o cruel do que fazer o grande sofrer com tudo que o transformou em cruel e ver o grande cair em ruina, fazê-lo sofrer e destruir toda a confiança depositada nele. Para tudo que faz de errado, o dissimulado tem uma desculpa que ele se dá para se achar certo, mas o grande sempre vê os próprios erros mas não pode se desculpar.

Mas o melhor é ver aquele que sofreu, que perdeu o respeito, que teve tudo para se perder na loucura se levantar e dizer que não doeu (embora tenha doido muito), pois percebeu que mesmo tendo perdido tudo, não se transformou em um dissimulado, em uma pessoa vil, não usou de suas técnicas nem de sua desculpa.

E lá está o grande, ao lado do vil, em um poço de piche, ele se levanta e segue o seu caminho, se ele pudesse, mostrava o caminho certo ao vil e ainda o carregava, mas não pode, que o vil siga o caminho que ele bem quiser.

Hoje eu tive a confirmação que eu nunca quis ter: sou grande.