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Não preciso demonstrar minha felicidade ao passar, não só por ter entrado em algo que eu queria muito, mas também por ter conseguido alguma coisa esse ano! PQP!!! Nem quando eu passei no vestibular eu fiquei tão feliz. Agora é voltar a estudar… mais.
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Existem cenas de rpg que nunca vão se apagar da memória, cenas que marcam a sua vida como jogador e como mestre. Essas cenas são símbolos do que se deve e não se deve fazer. Vou escrever as que vierem a minha mente e a cena de ontem, algumas cenas são trágicas, toscas, off’s, onff’s…
1º(199x)- Meu mago ferido acorda todo ferido no meio da floresta do lado do ladrão do grupo, também todo ferido. O resto do grupo saiu e deixou os dois lá. Meu mago pega a adaga e va procurar algo pra comer, uma raposa aparece e mata ele…
2º(199x)- Meu guerreiro elfo acompanhado de um kender ouvem uma balbúrdia em uma casa na cidade e vão lá verificar. Ao chegarem se deparam com Minha Presa, um ogro cruel. Ele está com uma espada bastarda ameaçando um halfling (personagem jogador), ele exige uma rota de fuga livre para deixar o halfling vivo e assim que a consegue degola o halfling e foge. Do grupo de 4 jogadores, apenas 2 vão atrás de Minha Presa, meu elfo e Shakespeare- o Brutal (Personagem de Xande, claro!). Shakepeare tem de retornar por algum motivo e apenas meu elfo e alguns soldados da guarda cercam Minha Presa em um precipício, Minha Presa assobia e se ouvem sons de lobos, os guardas fogem focando apenas o elfo, que saca a espada e parte para cima do monstro. Infelizmente o mestre não quer perder o tão querido monstro e permite que Minha Presa tenha Poções de cura completa (coisa que nunca tivemos, na verdade nunca tivemos muita coisa nesses jogos), meu personagem tira todos os pontos de vida de Minha Presa 2 vezes, Minha Presa cai no precipício e como última ação pega na perna de meu personagem para leva-lo junto.
Depois de muita xiada dos jogadores o mestre permite que meu personagem viva mais um tempo (afinal ele matou-o assim que sai da cidade com ladrões, queimam o corpo dele e não levam nenhum dos seus equipamentos) A cena fica gravada na memória de todos os jogadores (menos na do mestre), entretanto eu nunca me lembrei do nome do guerreiro elfo.
3º(199x)- Mestrando Lobisomem, os jogadores enfrentam o primeiro vampiro do jogo, ele não dura 5 rodadas, mesmo sem se transfomarem em Crinos os jogadores pegam suas armas e fuzilam, atropelam, quebram os braços e as pernas, jogam combustível e depois queimam o vampiro.
Nunca mais eles enfrentaram vampiros solitários e nunca mais permiti que jogadores tivessem muitos equipamentos.
4º(199x)- Lobisomem. Os jogadores saem da umbra relativamente perto de um clube noturno (Masquerade?) e sentem a Wyrm lá, desarmados, um deles (Xande), pega um paralelepípedo e bota no casaco, que é um fetiche que esconde os objetos dos bolsos. Eles entram no clube, dois jogadores ficam nas saídas, próximos aos seguranças que possuem armas e Xande vai procurar um servo da Wyrm, ele acha uma vampira, da mole pra ela, começam a conversar, ele a encosta na pilastra e deixa o braço esquerdo apoiado, gasta trilhões de ponto de fúria, puxa o paralelepípedo, transforma o Braço em Crinos e empurra a pedra contra a cabeça da vampira, ao mesmo tempo os outros jogadores pegam as armas dos seguranças e começam uma matança. Apenas os Lobisomens saem do clube.
5º(200x)- AD&D. Na campanha que eu mestrava o Esqueleto Gigante joga uma bola de fogo no anão guerreiro, o anão sai vivo, todo chamuscado e diz: agora é minha vez. O mesmo anão perto do final da campanha é arremessado para cima por um T-Rex e depois é mastigado e engolido. O T-Rex é morto e o anão ele é retirado com vida do estômago do bicho.
Não queria que essa campanha tivesse acabado, na verdade, não queria que o grupo tivesse sido desfeito, ainda guardo as fichas.
6º(200x)- D&D 3.0. Na nova campanha que eu estava mestrando o halfling escala até o teto do interrior da pirâmide, chegando lá ele falha no teste e cai, o bárbaro do grupo vai tentar segura-lo… o bárbaro tem os 2 braços quebrados, e o halfling fica com algumas costelas quebradas. Na mesma campanha outro halfling lanceiro é atacado por um “Macaco Gigante” e é partido em pedaços por ele.
7º(200x)- D&D 3.0. O grupo consegue entrar na fortaleza dos demônios e depois de enfrentar dois deles, entram em uma sala onde mais um está sentado em um trono. Meu ranger-guerreiro parte para cima dele dizendo que aquele era só dele. O demônio lança uma chuva de meteoros no ranger-guerreiro, lança uma outra magia no ranger-guerreiro e ai o meu personagem cola no demônio, fazendo ataque total com suas Espada Vorpal e +5 Martelo de Batalha do Trovão Sagrado. Depois do último ataque (que foi crítico com a vorpal), o demônio morre (ele morreria tanto pelo crítico da Vorpal quanto pelo cálculo do dano)
8º(200x)- D&D 3.0- Oriental Adventures. Meu bárbaro-clérigo do deus da Força ao ver que o velhinho da vila é um Grande dragão ancião grita: Kord, me transforme num velho seco e fraco!
9º(200x)- D&D 3.0. O Meio-orc bárbaro do grupo fala para o inimigo: gostei tanto de você que vou fazê-lo em dois.
10º(2008)- D&D 3.5. Assim que chegamos na casa para jogar, ao abrir a janela percebemos que tem uma mulher batendo o boquete pra um cara em uma pousada do outro lado da rua. Todos foram pegos de surpresa e não tivemos a reação de zuar o cara. Todas as ações do jogo sempre faziam referência ao boquete.
Todo esse post foi apenas para relatar o dia de ontem. Sintam-se gratificados (mas o cara foi mais pq a mulher tava batendo o boquete pra ele pra ticamente no meio da rua)
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Passar o tempo lendo a Veja sempre foi divertido para mim, na verdade era um exercício ao cérebro. Essa semana virou minha dor de cabeça…
Lá estava eu lendo a revista do fim para o início (sempre li a Veja assim, não me pergunte pq) e vejo um comentário de Maílson da Nóbrega afirmando que o apoio do governo americano para a crise econômica que nasceu a pouco tempo foi uma atitude neoliberal. Infartei! Se isso aconteceu comigo imaginem o que aconteceu com Walter Lippmann, um dos teóricos desenvolvedores do neo-liberalismo dos anos 30, sua alma deve ter sido consumida pelo vácuo.
Durante todo o meu curso de economia aprendi que o neo-liberalismo não se apoiava no apoio de entidades do governo e sim nas outras instituições, que tinham liberdade e autonomia.
Não vou ficar insistindo que o apoio do governo americano não é neo-liberal, está na cara isso. Ele ta variando das idéias, que nem Bresser Pereira, que afirmou também que o neo-liberalismo acabou, neo-liberalismo nunca existiu, é um pensamento utópico, que nem o comunismo.
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Dia 7 de setembro, jogo do Brasil. Todo mundo vendo o jogo e eu lendo A Metamorfose. Não sei pq um dia me deu vontade de ler Kafka, peguei o livro e comecei a ler, faltavam 3 páginas e começou o jogo. Fui para um quarto em que eu pudesse ler tranquilamente.
O livro, para mim, fala do relacionamento familiar burguês. Futebol na Globo é burguês? Galvão Bueno com certeza é burguês, mas o que ele faz é coisa de burguês? Não importa, o que importa é que o escaravelho tem uma maçã enfiada nas costas, a família toda está trabalhando e os inqulinos estão jantando, a irmã começa a tocar o violino e o Chile tem seu primeiro chute a gol. O jogo começa a ficar bom e toda essa minha concentração para adquirir mais conhecimento começa a falhar. Brasil 3×0 Kafka.
Depois do jogo eu termino o livro, mas não me sinto satisfeito, poderia ter sido 5×0.
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Hoje eu tive a confirmação que eu nunca quis ter.
Aos grandes é fadado a traição, o sofrimento nas mãos dos dissimulados, a tentativa de fracasso. Nada melhor para o vil destruir a moral do grande, respeito, honra, valor. Nada é melhor para o cruel do que fazer o grande sofrer com tudo que o transformou em cruel e ver o grande cair em ruina, fazê-lo sofrer e destruir toda a confiança depositada nele. Para tudo que faz de errado, o dissimulado tem uma desculpa que ele se dá para se achar certo, mas o grande sempre vê os próprios erros mas não pode se desculpar.
Mas o melhor é ver aquele que sofreu, que perdeu o respeito, que teve tudo para se perder na loucura se levantar e dizer que não doeu (embora tenha doido muito), pois percebeu que mesmo tendo perdido tudo, não se transformou em um dissimulado, em uma pessoa vil, não usou de suas técnicas nem de sua desculpa.
E lá está o grande, ao lado do vil, em um poço de piche, ele se levanta e segue o seu caminho, se ele pudesse, mostrava o caminho certo ao vil e ainda o carregava, mas não pode, que o vil siga o caminho que ele bem quiser.
Hoje eu tive a confirmação que eu nunca quis ter: sou grande.
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Comecei a ler Mundo das Trevas, percebi um medo a muito tempo esquecido na minha mente, o vento frio da tarde me levou a me cobrir enquanto lia os contos iniciais. O vento foi ficando cada vez mais frio, dei uma pausa no livro e calcei meias, quando Mr. Mummer abriu a porta de sua casa para Mrs. A. e ela sentiu o frio, eu também o senti, não aquele frio se Mummer disse que era para manter os arquivos, era o frio do medo. Me cubro o máximo possível e passo a página, de repente ouço uma vassoura varrendo o banheiro, paro e respiro, ouço o coração bater e sinto o ar dos pulmões, meus sentidos estão ao máximo, estou alerta em minha própria casa, em meu próprio quarto. O conto acaba, fecho o livro e caminho para fechar a janela pensando: o conto não é muito claro sobre o que aconteceu, são apenas relatos fragmentados de uma investigação que só ajudam a criar clima, mas não ajuda a criar um cenário de campanha. Quando chego na janela percebo: há semanas que tem gente trabalhando para capinar aquela clareira mas ainda não acabaram, por que não estão trabalhando lá hoje? E por que não estão terminando a laje daquela casa? E por que eu não estou ouvindo os meninos brincando? Por que o telefone não tocou a tarde toda?
Me deixaram ler o conto sem interrupções…
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Ta tosco, mas foi realmente um pouco do que eu passei hoje.
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Para alguém que vive cansado das mesmas coisas eu continuo na mesma… já estou brutalmente chateado com isso, mas também não faço muita coisa pra sair dessa…
Embora hoje tenham acontecido mais coisas além de ficar em casa, finalmente a campanha de D&D que eu jogo voltou e com o grupo todo. Foi legal, mas foi estranho, não o jogo, mas eu tava apreensivo, estar com pessoas que a pouco tempo eu estava muito próximo e agora estou distante, coisas que mudam na vida… por isso que eu digo a mim mesmo que eu sou um conformista.
Semana que vem começa o período de confirmação da inscrição do mestrado, tomara que não tenha ocorrido nenhuma merda na minha inscrição.
Sem muitas coisas pra contar, tou escrevendo pq eu realmente precisava escrever, eu preciso falar hahshashaushaus
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Voltei Bwahaha. Sem nada demais pra contar. Outro dia escrevo mais uhasuhas
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Vamos lá, eu disse que ia escrever pelo menos semanalmente e logo depos sumo por quase 2 semanas, mas quem acredita em coisa de internet?
É sério, veja a descrição da Inglaterra na Wikipedia em português, está escrito que a rainha é uma vadia! Eu não acredito, acho que qualquer um não acreditaria nisso, logo, a Wikipedia da uma informação errada. Se um site respeitado, vigiado e tudo mais tem problemas com a informação, qual é o problema de eu errar a informação apenas uma semaninha? uahsuahsuhasuhaushasuahsuasahsuahsuahsuahsuahsuhasuhas
Hum… vamos ver… Gary Gygax morreu, vcs podem ver a informação em sites de notícias, isso tem mais de uma semana (como eu tou uma semana enganado então a notícia é fresquinha! uahsuahsuahs). Infelizmente ele se foi mas deixou uma legião de fãs de jogos de fantasia e de RPG para perpetuar o passatempo que ele ajudou a fazer, só falta uma coisa, voltar a simplicidade…
Falando em RPG, eu vou faezr um outro blog só para falar de uma campanha que eu estou jogando, está interessante, quero deixar ela marcada por algum tempo no mundo virtual ueheuh.
bem é isso, volto semana que vem, alvez dia 14 de março eu volte a escrever aqui, tenho um concurso dia 15 e eu n estudei o suficiente, mas vamos ver, sorte é sempre bom ^^
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Bem, sem muitas explicações, vou voltar a usar isso aqui, pelo menos semanalmente ueheue.
